História do Judô da Kodôkan 

Atualmente, não somente o judô que é praticado no Japão, assim como, o Judo que é praticado nos diversos países do mundo, refere-se ao Judô de Kôdôkan da tradição japonesa que passou a ser ensinado e divulgado pelo Prof. Jigoro Kano, 1882. Esse patrimônio cultural que nasceu no Japão atravessou a sua fronteira, expandiu-se como Judô do mundo está sendo praticado em vários países dos cinco continentes.
JŮJITSU
Tornou-se a base do Judô, a arte militar de luta corporal desarmado que se denominavam de Yawara, Taijitsu e Jûjitsu. A história da origem do Jûjitsu é bastante antiga, há registro na “História Antiga do Japão”, sobre a luta do Nominosukune que mata Taimanokehaya com um chute. Diz-se que esse fato seria a origem das lutas de Sumo e Jûjitsu.
Na época da guerra, os Samurais passaram a necessitar das técnicas e condição física para vencer o inimigo na luta corpo a corpo nos campos de batalha. Assim, foi sendo desenvolvido através dos estudos em luta corporal aplicada. Pouco a pouco foi se sistematizando até surgir vários estilos em forma de Jûjitsu. Nos registros históricos sobre os diferentes estilos de Jujitsu, comenta-se que o estilo mais antigo é Takeutiryû (estilo Takeuti) criado pelo mestre Hisamori Takeuti, em 1532. No início da dinastia Tokugawa (1867), surgiram Arakiryû, Musôryû, Seigôriû, Sekigutiryû, etc. Até o final da dinastia do Tokugawa (1867), foram criados vários estilos de Jûjitsu, dentre estes se destacaram Shibukawaryû, Yôshinryû, Kyûshiryû, Tenjinshinyôryû e Kitóryû esses dois últimos estilos serviram de base na criação de Judô.
MESTRE JIGORO KANO
Nasceu no dia 28 de outubro de 1860, como 3o filho do Jirosakumareshiba Kano, na cidade de Mikage, na atual província de Hiyôgo.
Aos 10 anos falece a mãe e com 11 anos vai para Tokio, juntamente com o seu pai que foi convidado pelo novo governo a assumir um cargo público. Para a sua educação fundamental freqüentou as escolas de literaturas japonesas e chinesas, de língua inglesa e sempre demonstrando bom desempenho na aprePor outro lado, era franzino fisicamente e na sua adolescência foi desprezado e judiado por outros adolescentes, isso levou a ter uma vontade fervorosa em aprender Jûjitsu e ficar forte.
Nessa época a disnatia Tokugawa (Governado por Samurais) acabava de ser destituída e restaurada o poder de governar o Japão ao Imperador Meiji, esse fato deu abertura a introdução das culturas e tecnologias ocidentais e sociedade japonesa estava vivendo a euforia da era da ocidentalização. Até a arte marcial que é da tradição cultural milenar do Japão caiu no descaso, falar em aprender Jûjitsu era considerado como um louco. Assim como, ninguém queria ensinar Jûjitsu sempre alegando que aprender essa arte é atraso de vida.
Em 1877, matriculou-se no curso de Literatura da Universidade de Tokio, optou-se por áreas de estudos da Filosofia, Ciências Políticas e Econômicas.
Nesse ano, após a exaustiva procura de um professor de Ju Jutsu e acaba encontrando o mestre Hatinossuke Fukuda e inicia a prática de Ju Jutsu Tenjinshinyôryû, após falecimento dele com o mestre Massatomo. Isso que é do mesmo estilo. Novamente perde o mestre pelo falecimento, a vontade de aprofundar cada vez mais no aprendizado de Jûjitsu, leva a procurar outro mestre e através da apresentação de um conhecido passa a aprender Jûjitsu Kitôryû com mestre Kônėm Likubo. Na medida em que foi se progredindo na aprendizagem deste estilo, notou uma diferença significativa nos conteúdos e métodos da prática entre Kitóryû e Tenjinshinyôryû. Em função desse fato, passou a pesquisar outros estilos entrando em contato com mestres ou através do Makimono (Manual), adquirido nas casas de penhor que muitos mestres de Jûjitsu O empenhoravam para fazer empréstimo de dinheiro.
Na medida em que ele progredia no aprendizado de Jûjitsu tem um valor educativo grandioso e pensou na possibilidade de ensinar os jovens e adultos. Através da exaustiva pesquisa, extraiu de vários estilos de Jujitsu os aspectos benéficos e acrescidas de muitas criatividades, estruturaram-se as técnicas e as teorias condizentes com a nova era, sendo como objetivo a Educação Moral, a Educação Física e Competição Educativa. Assim, evoluiu-se de Jitsu (Arte) para Do (Caminho que culmina na doutrina da vida) e denominou de JUDÔ. O Dôjó de Kôdôkan local onde era ensinado o Judô visava através da pratica deste o desenvolvimento fisico saudável, a educação intelectual e moral e como objetivo final de aprender o caminho da vida do homem.
ndizagem.
FUNDAÇÃO DO KODOKAN
Com esse propósito, em maio de 1882, o Prof. Jigoro Kano, com 23 anos e recém formado em Literatura na Universidade de Tokio, fundou o Kôdôkan (1° Academia de JUDO) no Eishôji (Templo Eisho), em sala de estudo de 12 tatames, iniciando o ensino do Judô com 9 alunos.
A partir dai, no aspecto das técnicas, com base nas pesquisas realizadas cientificamente e com as criatividades foram estruturadas: Kihonshisei (Postura Fundamental) com base na Shizentai (Postura Natural), modificou a maneira de segurar o uniforme, Kuzushi (desequilíbrio), Tsukuri (estruturar, preparar), Kake (elevar o corpo com ação de suspender), Shintai (movimentação do corpo) com extrema habilidade, Taisabaki (esquivar). Com aumento de alunos ele sentiu a dificuldade no ensino de judô e com a finalidade de padronizar o ensino das técnicas deste, no período de 1884 a 1885, criou o NAGUE NO KATA E O KATAME NO KATA. Como o Randori é realizado com bases nesses dois Katas, denominou os dois juntos de Randori no Kata. E estabeleceu uma relação de Kata e Randori, com gramáticas e redação, dizendo que para poder redigir um texto bem redigido é necessário ter bom conhecimento da gramática, da mesma forma, para que possa realizar bem um Randori é necessário ter bom domínio das técnicas através dos Katas.
No dia 10 de junho de 1886, foi realizado o Campeonato da Polícia Metropolitana, para escolher novo instrutor de arte marcial da academia de polícia. O Prof. Jigoro Kano recebeu convite para participar desse evento juntamente com os competidores pertencentes a diversos estilos de Jûjitsu. O Judô de Kôdôkan obteve uma vitória esmagadora. Cuja vitória, foi decisiva na consolidação do Judô na sociedade japonesa como uma nova cultura, que até então, era ignorado pelo povo japonês. Assim, abriu-se a primeira página da história do Judô que continuou e continuará sendo escrito pelo Judô do mundo todo, sendo este o sonho do Prof. Jigoro Kano.
No ano de 1887, foram criados por ele, Ju no Kata, Kime no Kata e Itsutsu no Kata, o Koshiki no Kata manteve tal qual era praticado no Kitôryû com a denominação de Yoroikumiuti. Ainda no mesmo ano, estavam praticamente estruturadas as técnicas de Judô com as divisões e classificações que temos hoje.
O Judô Feminino no Kôdôkan, iniciou em 1893, de maneira discreta e voltada mais para melhoria da saúde através das práticas de defesa pessoal e dos katas, a prática do Randori somente com autorização do médico, para assegurar integridade física delas. A partir de 1978, quando foi realizado 1o Campeonato Japonês de Judô Feminino, este passou a ser praticado por elas visando à parte competitiva e não somente a melhoria da saúde.
Em 1895, o Prof. Jigoro Kano criou o Gokyû, que foi reestruturado em 1920.
Casou no dia 07 de agosto de 1891, e teve duas filhas.
Nos anos de 1900 e 1901, estabeleceu dois princípios importantes relacionados à moral e ética: SEIRYOKUZENYŐ (empregar a força vital de maneira eficaz), segundo o Prof. Jigoro Kano, a utilização deste principio não deve se limitar somente em cima do tatame para aperfeiçoar as técnicas de Judô, mas sim, empregar amplamente na vida cotidiana para exercer relacionamento positivo com as pessoas. E, JITAKYOEI (Cooperação mútua para prosperar mutuamente), esse princípio nos ensina que ninguém consegue aprender e progredir sozinho, a exemplo disso, na academia a pessoa para aprender determinada técnica de Judô sempre vai precisar da colaboração de outra pessoa. Ele enfatiza que esse princípio deva ser amplamente empregado na vida cotidiana juntamente com outro para a prosperidade da sociedade, sendo essa a função do Judô na sociedade. Considera-se que esses dois princípios são os alicerces importantíssimos da Filosofia do Judô.
A prática de Judô nas escolas iniciou no ano de 1887, como disciplina extracurricular. Em 1911, como disciplina optativa. Em 1930, como disciplina obrigatória para masculino. Nas academias da Polícia passou a ser disciplina obrigatória na formação do policial e também no exército.
TRAJETÓRIA COMO EDUCADOR
Em janeiro de 1882, iniciou a sua trajetória como educador no Instituto de educação, onde lecionou as disciplinas Ciência Políticas e Ciência Econômica. Em 1889, foi nomeado diretor da 5o Escola Superior Ginasial no sul do Japão. Em junho de 1893, foi chamado de volta para Tokio e nomeado diretor da 1° Escola ginasial, três ineses depois nomeado diretor da Escola Superior de Formação de Professores, cargo que exerceu até 1920.
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Em 1909, foi indicado como lo membro do comitê Olímpico Internacional do Japão. Atuou intensamente além do Japão em vários paises e recebeu o cognome de “pai da Educação Física do Japão”.
Em 1911, fundou a Associação de Educação Física do Japão, tornou-se 1° Presidente e permaneceu até 1921, deixando uma contribuição valiosa a nação japonesa.
Em 1913, participou da reunião do Comitê Olímpico Internacional no Cairo – Egito, onde conseguiu a anuência da realização do 12o Olimpíada em Tókio.
Lamentavelmente durante o retorno ao Japão, em alto mar contraiu pneumonia aguda e faleceu no dia 04 de maio de 1938.

Judô do Brasil

O Judô é um esporte de combate individual que no Brasil tem bom prestígio e popularidade, produzindo bons resultados em nível internacional,[1] sendo um dos que mais trouxeram medalhas olímpicas ao país: com aproximadamente dois milhões de praticantes, As primeiras referências que encontramos quanto à introdução do judô no Brasil datam de muitos anos após a criação desta arte-esporte no Japão, pelo mestre Jigoro Kano, quando, por volta de 1922, Mitsuyo (Eisei) Maeda, faz sua primeira luta em solo brasileiro em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O esporte viria a ter um forte impulso com a chegada de 1 grupo de japoneses, em 1938, liderado por Ryuzo Ogawa, que fundou a Academia Hombu Budokan. Em 1969 é criada a Confederação Brasileira de Judô, reconhecida por decreto federal três anos depois, em 1972

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